Novela da Rede Globo  “Deus Salve o Rei” fala sobre Demência de Alzheimer

jan 12, 2018
FNNIC
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Novela da Rede Globo  “Deus Salve o Rei” fala sobre Demência de Alzheimer

O Apagão da Mente. A Doença de Alzheimer, é mais uma vez bem apresentada na novela da Rede Globo   “Deus Salve o Rei”. A atriz Rosamaria Murtinho, na figura da rainha Crisélia do Reino de Montemor região da Cália (França e Bélgica), representou muito bem os sinais e sintomas inciais da Demência: alteração das funções mentais ( perda de memória), desorientação e quadro de confusão leve ou moderado. O estado de saúde comprometido foi agravado pela morte do sucessor do trono, seu neto (Rômulo Estrela). Importante lembrar ao grande público, a relevância desse tema e a grande prestação de informação realizada por um veículo de comunicação de amplo alcance.

A Demência é um problema de saúde pública no Brasil, estudos apontam prevalências superiores às mundiais. A Demência cresce acentuadamente com o avançar da idade, comprometendo a autonomia, a qualidade de vida e , consequentemente, impacta nos gastos públicos. Essa forma de educação em saúde através da novela, entretenimento é de extrema relevância para alertar o público sobre a necessidade de buscar uma orientação médica, fisioterapêutica e da equipe multidisciplinar, no sentido de obter um diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer e outras causas de Demência.

O telespectador pode se dar conta de que sua mãe, seu pai podem estar esquecendo muito ou com dificuldade de achar os cômodos da casa e em estado de confusão quando saem para passear. A mensagem que queremos que compreendam é que precisamos envelhecer conscientemente. O idoso, no seu processo de envelhecimento normal, deve ser o maior cuidador de sua saúde. Existe uma perda natural de força e massa muscular, da amplitude de movimento, contudo, a prática de atividade física, uma abordagem fisioterapêutica em geriatria, atividade de lazer podem retardar e/ou minimizar o impacto nas habilidade motoras, atividades domésticas, sociais e laborativas dos idosos.

Causas

O Alzheimer é causado por uma combinação de fatores genéticos, ambientais e estilo de vida. Começa com esquecimentos e confusões e sua evolução varia de caso a caso.

A maioria das pessoas conhece alguém afetado pela doença de Alzheimer  seja Se um avô, avó, parente mais velho ou amigo. Os cérebros dos afligidos com a doença de Alzheimer degeneram quando as células que transportam informações desaparecem. Como resultado, os pacientes com a doença, geralmente os idosos, sofrem perda de memória e comprometimento cognitivo. Esta doença é um problema significativo em todo o mundo, e à medida que as populações crescem e a expectativa de vida aumenta, o número de pessoas que poderão sofrer da doença de Alzheimer pode disparar. No entanto, uma nova pesquisa está ajudando a identificar sua causa e está apontando o caminho para possíveis tratamentos que podem ajudar a atrasar o início dessa desordem neurológica devastadora.

Resultado de imagem para cerebro com ALZHEIMER

Imagem de um cérebro normal, comprometimento cognitivo leve e um com a doença de Alzheimer

À medida que a doença de Alzheimer progride, mata células cerebrais principalmente no hipocampo e no córtex, o que leva a deficiências na aprendizagem, na memória e no pensamento.

Imagine o que aconteceria se você esquecesse os nomes de seus pais. Ou, de repente, percebeu que não tem ideia de onde esta, ou a que horas são. Embora todos experimentem alguma perda de memória à medida que envelhecemos, perturbações significativas que prejudicam a vida cotidiana são motivo de preocupação e podem ser sinais de doença de Alzheimer.

Doenças como o Alzheimer ocorrem mais comumente nos idosos acima de 65 anos, causando perda significativa de memória e outras dificuldades cognitivas. Os sintomas da doença de Alzheimer incluem o esquecimento; desorientação ao tempo e ao lugar; e dificuldade em concentração, cálculo, linguagem e julgamento.

De acordo com a Associação de Alzheimer, uma em cada oito pessoas com mais de 65 anos desenvolve a doença de Alzheimer. Isso afeta mais de 40% das pessoas com mais de 85 anos e quase 20% das  com idades entre 75 a 84. Aumentar o período de vida da população mundial significa que podemos esperar um aumento no número de indivíduos que desenvolverão essa doença. Desvendar a biologia desse transtorno é importante, pois somente nos  Estados Unidos esta previsto que a Demência irá afetar aproximadamente 14 milhões de pessoas até 2040.

Estamos aprendendo mais sobre as causas da doença de Alzheimer e estamos pesquisando novas formas de ajudar a tratar e atrasar seu início. As pesquisas em andamento estão nos ajudando a descobrir mais sobre as causas biológicas da doença de Alzheimer ao estudar novas pistas da biologia celular e da genética. Também identificar condições de saúde e fatores do estilo de vida que podem aumentar ou diminuir o risco de doença de Alzheimer. A alimentação é um item vital nessa prevenção, pesquisas com óleo de coco, indicam que o uso contínuo pode ajudar na prevenção ou retardamento da doença.

Os cientistas também estão identificando condições médicas e fatores de estilo de vida que afetam o risco de doença de Alzheimer e atividades que podem retardar seu progresso. Por exemplo, pessoas com diabetes tipo 2 podem estar com maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer. O dano aos vasos sanguíneos que fornecem sangue ao cérebro também pode aumentar o risco de doença de Alzheimer. Juntos, esses achados sugerem que a manutenção de peso saudável, pressão arterial e colesterol pode reduzir o risco de doença de Alzheimer.

Muitos pesquisadores estão examinando os depósitos de proteínas que se formam nos cérebros com a doença de Alzheimer para identificar indícios sobre as causas subjacentes do transtorno. Avanços em genética ajudam a identificar as pessoas com maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer e as moléculas e processos celulares que ajudam a causar a doença. Os pesquisadores identificaram três genes (APP, PSEN1 e PSEN2) que causam a doença de Alzheimer de início precoce, que atinge antes dos 65 anos de idade. Embora os cientistas concordem que vários genes provavelmente contribuem para o aumento do risco para a forma mais comum, de início posterior da doença, apenas um gene (APOE) atualmente é conhecido por fazê-lo. Os pesquisadores estão agora investigando como o APOE está envolvido no processo da doença de Alzheimer.

Pesquisas adicionais sugerem que a doença de Alzheimer pode matar células cerebrais seqüestrando um processo envolvido no desenvolvimento normal do cérebro. Durante o desenvolvimento, o cérebro faz muitas conexões de células cerebrais como árvores cobertas, as que não são necessárias são “podadas” de volta. Os pesquisadores descobriram recentemente que a maior proteína “mãe” que produz proteína precursora de amilóide beta-amilóide – também produz um fragmento de proteína que ativa o processo de poda. Privados de suas conexões celulares, muitas células cerebrais maduras morrem.

Os pesquisadores compartilham um objetivo de longo prazo para parar o impacto global da doença de Alzheimer e reconhecem que a comunidade global oferece oportunidades únicas para a pesquisa de Alzheimer. Ao estudar populações com rica diversidade cultural e genética, os pesquisadores podem obter novos conhecimentos sobre as causas da doença, especificamente os fatores genéticos e de estilo de vida que protegem ou aumentam o risco de doença. Como a doença de Alzheimer altera permanentemente o cérebro, não é visto como reversível. É evitável? Os pesquisadores esperam que as descobertas tornem possível um dia. Hoje, o objetivo é atrasar o início da doença o maior tempo possível porque, assim, limitaria seu impacto, dado que atinge o atraso na vida. Alcançar qualquer um desses objetivos exigirá os esforços de uma comunidade global de cientistas e clínicos, bem como fazer do financiamento dessa pesquisa uma prioridade em todo o mundo.

Uma vez que o mecanismo exato da doença de Alzheimer ainda não é claro, atualmente não há drogas que direcionem diretamente a doença – os poucos medicamentos que estão disponíveis apenas ajudam a moderar os sintomas. Se o progresso para uma cura ou tratamento não for feito, o número de diagnosticados com doença de Alzheimer poderia dobrar nos próximos 20 anos, já que a geração continua envelhecendo.

Autores da matéria: Antonio Andrade, Maira Macedo e Ubirajá Mangabeira.

 

 

No livro MEMÓRIA, DEMÊNCIA E ARTE o neurologista Dr. Antonio de Souza Andrade Filho, explora uma grade de informações relevantes sobre as Demências mais comuns, abordando seus aspectos e nuances e como podemos conviver com os doentes, além de um curso de desenho com Túlio Rodrigues, e ao final jogos de memória cognitiva. O livro interativo  tem a introdução feita por Gilberto Gil e Caetano Veloso, e comentários de Mãe Carmen do Gantois, Antonio Carlos e Jocafi, vale a pena conferir.

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3 Comments. Leave new

Ana Maria Ferreira de Souza
13/01/2018 17:43

Ficamos felizes com o lançamento do livro com um tema atual e preocupante. Parabéns!

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Ana Maria Ferreira de Souza
13/01/2018 17:47

Parabéns a De. ANTÓNIO ANDRADE FILHO pelo lançamento do livro.
Memória, Demência e Arte!!!

Responder
Carina Villas Boas Doria
13/01/2018 22:11

Parabéns pela publicação estou ansiosa para conhecer o conteúdo da obra! Carina Villas Boas!

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